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Como é calculado o valor do seguro de carro

Uma das primeiras coisas com que qualquer dono de automóvel deveria se preocupar é justamente sobre o seguro do veículo.
Tempo de leitura: 8 minutos

Pretende contratar um seguro, mas ainda não sabe exatamente qual o preço? Vamos explicar cada ponto avaliado na hora em que as seguradoras fazem o cálculo para determinar o valor do seguro de carro, que vamos chamar de seguro auto, neste artigo.

O seguro deixa seu carro protegido contra uma série de imprevistos, chamados pelas seguradoras, de “sinistros” , e você fica muito mais tranquilo.

Índice de Sinistralidade.

Este é o ponto de partida para se calcular o valor do seguro do seu carro.

Quando você faz a solicitação de um seguro de automóvel, a seguradora preenche uma espécie de questionário usado para levantar certos fatores de risco que envolvem o veículo, além de proceder com uma análise sobre a possibilidade de o veículo ser roubado ou de se envolver qualquer tipo de acidente, o chamado ‘sinistro’ .

Veja também

- Formas de pagamento do seguro auto
- Quais são os documentos para fazer seguro de carro
- Como fazer um seguro auto para pessoas com deficiência

Vejamos o índice de sinistralidade.

Com as informações fornecidas no formulário de índice de sinistralidade, a seguradora fará uma projeção sobre o valor que precisará pagar em caso de ter que indenizar o proprietário do veículo, assim, ela define quanto vai cobrar do segurado.

As principais informações levantadas estão ligadas as características gerais do veículo e ao perfil do segurado. Ou seja, a seguradora faz o preço do seguro, segundo o perfil do contratante.

Como se faz o cálculo do valor do seguro de carro

Os 13 fatores que as seguradoras levam em consideração na hora de fazer o cálculo do valor do seguro auto

O segurado terá que apresentar uma grande quantidade de informações para obter o valor do seguro, listamos todas elas aqui em baixo:

Algumas coisas importantes que precisam ser observadas.

1- Absolutamente todas as informações enviadas para a seguradora devem ser verdadeiras.

A omissão de informações importantes também deve ser evitada, pois, em caso de você se envolver num sinistro, é possível que não receba o valor da indenização.

Além disso, mesmo que você forneça todas as informações e mesmo que sejam todas verdadeiras, ainda assim a seguradora pode recusar seu pedido de seguro.

A seguradora dispõe de no máximo 15 dias para retornar o seu pedido. Sendo que em caso de recusa, a empresa precisará apresentar sua resposta negativa, juntamente com uma justificativa, por escrito.

Normalmente todas as empresas seguradoras consideram os mesmos fatores na hora de fazer a formação do preço do seguro.

Mas ainda assim, pode haver diferenças no que diz respeito a importância de cada um deles.

Então, uma apólice de seguro de carro pode apresentar uma certa variação de preços de uma seguradora para outra. Sabendo disso, pode ser bem interessante fazer a mesma cotação em diversas empresas.

Resumindo, não existe uma tabela de preço para seguro de carro, uma vez que as empresas consideram diversos pontos e que há divergências de importância para cada um eles, entre as empresas.

Quais são os fatores considerados pelas seguradoras para formar o preço do seguro:

1. O modelo do veículo

O primeiro aspecto analisado para fazer o cálculo do seguro auto é justamente o tipo e modelo do automóvel que será segurado.

Mas apesar do que alguns possam pensar, a característica que mais é levada em conta não é exatamente o preço do veículo. Claro que isso é considerado pela seguradora, mas a verdade é que, as seguradoras dão mais importância ao índice de roubo daquele modelo.

E, claro, que quanto mais alto for este índice, maior será o preço do seguro. Isso pode explicar o porquê de um automóvel caro ter um preço de seguro igual do que um automóvel popular, por exemplo.

E isso pode sim ocorrer, automóveis considerados populares podem apresentar índices de roubo mais altos do que veículos de luxo. Além desse exemplo, ainda temos os carros antigos, que geralmente tem preços de seguro mais caro, e isso se deve ao fato de que automóveis mais velhos apresentam maior risco de sinistro.

Isso, aliado ao fato de que costuma ser bem mais difícil encontrar peças de reposição para esses modelos.

2. Local de residência do segurado

Outro ponto muito importante analisado pelas seguradoras é o local de residência do segurado. Se o contratante mora ou trabalha numa região considerada de alto risco, para roubos e acidentes, o preço do seguro auto tende a ser maior.

3. Local onde o veículo trafega normalmente

Na hora de definir o preço da proteção na cotação do seguro auto, o local de tráfego do carro também é considerado. Neste caso temos a mesma regra do caso anterior: quanto maior o risco existente na região, maior também será o custo da apólice do seguro.

4. Onde o veículo fica estacionado

A empresa seguradora também leva em consideração o local onde o veículo fica estacionado. A seguradora analisa o local de estacionamento durante o horário de trabalho, à noite, e mesmo quando o proprietário está em casa. Um automóvel que permaneça estacionado em local fechado terá um preço de seguro menor do que outro que é fica estacionado na rua.

E isso ocorre porque um veículo que fica estacionado em via pública apresenta muito mais chances de ser roubado, passar por furtos ou colisão, além de outros sinistros.

5. O perfil do motorista

Um dos pontos mais importantes, levado em consideração pelas seguradoras, na hora de fazer a cotação de preço do seguro é justamente o perfil do motorista.

É através da análise do perfil do motorista que a seguradora determina o nível de probabilidade que um segurado tem de se envolver em sinistros. Para isso a empresa verifica muitos pontos para fazer a simulação do seguro auto.

- O primeiro item a ser considerado é a idade e experiência de condução do segurado.

O preço do seguro auto tende a ser menor quanto maior for a idade e experiência do condutor. As seguradoras consideram que um motorista com essas características têm menos chances de se envolver em sinistros.

- O perfil dos condutores chamados de ‘secundários’ também é analisado pela seguradora.

Motoristas secundários são os que usam o automóvel com frequência, embora nem tanto quanto o motorista principal. Sendo que todas essas pessoas devem estar devidamente mencionadas na apólice do seguro. Além disso, caso um dos motoristas secundários seja considerado como ‘menos experiente’, este fato certamente afetará o preço final do seguro.

Outra questão importante trata sobre os filhos menores de 18 anos, do segurado, caso o titular do seguro tenha filhos menores, o preço do seguro também poderá ficar mais caro. Isto ocorre porque a seguradora entende que em breve essa pessoa poderá conduzir o veículo segurado.

- Pessoas casadas podem pagar um valor menor pelo seguro auto, assim como as mulheres.

Nestes casos as seguradoras consideram que os condutores são mais responsáveis e prudentes ao dirigir o veículo segurado.

6. O histórico de sinistros, do segurado

O histórico de ocorrências em que o segurado se envolveu em sinistros também é avaliado na formação do preço do seguro. Caso o segurado já tenha se envolvido em algum sinistro, a seguradora considera que ele tem grandes probabilidades de se envolver em outras ocorrências no futuro. E, é claro que neste caso o preço da apólice aumenta. Uma coisa importante é que este histórico de sinistros é uma espécie de ‘prontuário’ do motorista e não do veículo.

Então, mesmo que o automóvel seja zero quilômetro, o preço do seguro poderá ser alterado justamente pelo estilo de direção do segurado.

7. Utilização do Veículo

De maneira geral, quanto mais o veículo é utilizado, maior também será o preço do seguro auto. Por isso, se o segurado usa o automóvel para trabalhar ou mesmo para ir até o seu trabalho, todos os dias, o preço da apólice será mais cara que a de um segurado que usa o carro apenas para os finais de semana.

Então, nem precisamos mencionar que é muito importante informar a seguradora, caso você utilize o veículo para trabalhar. Um exemplo disso são aqueles motoristas que usam o carro para transporte de passageiros em aplicativos.


Além disso, usar o carro constantemente em viagens também fará com que o preço do seguro seja mais alto.

8. Franquia escolhida

Durante a contratação de um seguro é possível escolher entre alguns tipos de franquia. Sendo que a franquia é o valor fixo que fica ao encargo do segurado, caso haja algum sinistro com o veículo, onde os danos sejam inferiores a 75% do valor do bem, o chamado ‘dano parcial’.

Se numa batida de ‘pequena monta’ o conserto tenha um custo de R$ 5 mil, onde a franquia é de R$ 1.000, o segurado terá que pagar esses R$ 1.000 para a oficina, e posteriormente será reembolsado em R$ 4.000, pela seguradora.

Existem quatro tipos de franquia para seguro auto:

- A franquia básica, uma espécie de meio-termo entre o valor da franquia e o preço do seguro;
- A franquia reduzida, um valor menor do que a franquia básica, porém, com um custo maior do ‘prêmio’;
- A franquia ampliada, onde o valor da franquia é maior mas o custo do seguro é menor.
- A franquia isenta, nessa modalidade a seguradora não cobra nenhum valor do segurado caso haja um sinistro. Ao escolher esta modalidade de franquia, o segurado terá um preço maior na contratação do seguro.

É interessante verificar as regras com a seguradora, uma vez que podem haver regras diferentes entre as empresas.

9. Os tipos de coberturas de seguro auto

Existem muitas coberturas disponíveis no mercado de seguro automotivo e normalmente, as seguradoras protegem os veículos contra roubo, furto, incêndio, colisão e até mesmo contra queda de raio.

Ainda, é possível contratar adicionais de seguro, para os vidros do veículo e também para alguns equipamentos instalados. Mas é claro que quanto mais coberturas forem contratadas, maior também será o preço da apólice. Então, uma dica valiosa é contratar somente as coberturas que realmente são adequadas ao perfil do segurado.

Um bom exemplo disso é: se o segurado não pretende ou não costuma viajar para outros países do MercoSul, de nada adiantaria ele contratar um adicional de seguro para proteção do veículo em países do MercoSul.

10. Itens extras de segurança do veículo

É bom lembrar também que certos dispositivos de segurança instalados no veículo podem deixar o preço do seguro mais barato, um exemplo disso, é quando o veículo está equipado com rastreador.

E isso ocorre porque em caso de furto ou roubo, as probabilidades de que o carro seja recuperado são bem maiores.

E nesta situação, a empresa seguradora precisará arcar somente com uma indenização parcial, para cobrir possíveis danos que tenham sido causados ao veículo e não terá que pagar a indenização integral, que tem valor muito mais elevado. Outra situação muito parecida diz respeito a alarmes e bloqueadores que dificultam a ação de ladrões.

O mesmo não acontece se o veículo for blindado, e isso se deve ao fato de que, em caso de a seguradora ter que indenizar o segurado, o custo de um veículo blindado costuma ser muito elevado.

11. Acessórios no carro influenciam no preço do seguro

Equipamento de som e vídeo instalados no automóvel são itens que podem influenciar no custo do seguro do carro, fazendo com que o preço aumente significativamente, em alguns casos.

E isso acontece porque aparelhos de som ou DVD, por exemplo, chamam muito a atenção de assaltantes. Isso porque, normalmente o preço desses equipamentos costuma ser muito alto. A seguradora entende que esses acessórios fazem com que o veículo apresente um risco muito maior de ser roubado, e neste caso, naturalmente o seguro sai mais caro.

12. Alterações feitas no veículo

Qualquer alteração, da mais simples à mais complexa, feita no veículo também pode fazer com que o preço do seguro aumente muito. Um bom exemplo disso é a alteração de cor, esta é uma das mudanças mais simples, mas que pode resultar em elevação do preço do seguro do carro.

Além dessa, alterações na suspensão, tais como o rebaixamento ou mesmo a instalação de molas esportivas, dentre outras coisas, certamente vão aumentar o valor do seguro.

E isto ocorre porquê esse tipo de alteração pode influenciar no valor de mercado do veículo, além de afetar a dirigibilidade, o que acaba aumentando o risco de acidentes.

Isso tem um efeito tão importante na hora de fazer o seguro do carro, ao ponto de que muitas seguradoras não aceitem fazer ou renovar apólices de seguros para automóveis com muitas alterações.

13. Bônus do seguro automotivo

Os segurados recebem uma espécie de ‘classe de bônus’, que funciona como um programa de milhagem ou de pontuação, que resultam em taxas de descontos para o segurado.

Funciona assim: se o segurado não se envolveu em nenhum sinistro no ano anterior, a seguradora poderá incluir este cliente numa dessas classes de bônus. Sendo que quando for renovar a apólice de seguro, o segurado recebe mais um ponto. E cada ponto adicional significa um desconto no preço do seguro. Geralmente o segurado pode acumular até dez classes de bônus.

Mas, se sofrer um sinistro e precisar acionar o seguro, o cliente segurado perderá uma classe de seus bônus. Uma coisa importante é que os bônus não estão atrelados ao veículo, mas ao CPF do condutor/segurado.

Então, mesmo que você decida trocar de caro ou até mesmo mudar de seguradora, ainda poderá manter sua classe de bônus. E isso de fato acaba influenciando no cálculo do seu seguro veicular.

Como você já deve ter percebido, as seguradoras não têm uma tabela pronta para seguro de automóveis. Cada caso é um caso, e será analisado de forma individual pela seguradora, por isso é importante pesquisar muito na hora de fazer um novo seguro ou renovar uma apólice existente.

Alguns cuidados que o segurado deve tomar ao fazer a contratação do seguro de carro

Como já mencionamos, mesmo com toda a variação de preços e vantagens oferecidas pelas seguradoras para alguns perfis de condutores, é importante nunca mentir para a seguradora.

Isso, de fato é uma péssima ideia, como, por exemplo, não informar que existe um segundo motorista que não tem muita experiência ao volante.

Caso esse segundo condutor se envolva num sinistro, a seguradora vai conferir as informações fornecidas pelo segurado na hora da contratação da apólice, que estarão no contrato do seguro, e vai comparar com os fatos, apurados na ocasião do sinistro.



Se as informações não baterem, a seguradora poderá alegar que houve má-fé por parte do segurado, e diante disso a empresa certamente vai se recusar a pagar a indenização do seguro.

 

E diante disso, se houver qualquer mudança na rotina do segurado, essa informação deverá ser informada à seguradora. Por exemplo, em caso de mudança de endereço residencial e até mesmo a alteração do estado civil, tudo pode influenciar em caso de se precisar acionar o seguro. E para enviar as novas informações à seguradora, basta entrar em contato com o sistema de atendimento da empresa para acertar o endosso do contrato de seguro.

O preço final no valor do veículo pode variar conforme a seguradora.

E isso ocorre porque, cada empresa atribui ‘pesos’ diferentes aos diversos fatores que mencionamos. Cada característica que citamos em nossa lista acaba resultando numa espécie de pontuação para o veículo.

Isso resulta num ‘índice de sinistralidade’ que pode ser maior numa seguradora, e menor em outra.

Como você pode escolher o melhor seguro auto?

Como já vimos até aqui, os preços das apólices de seguro costumam seguir uma precificação segundo o modelo do veículo, o ano de fabricação, além dos itens escolhidos para receber a cobertura do seguro, e ainda contam o local por onde o veículo transita normalmente, dentre outras especificidades de cada seguradora.

Então, o importante é escolher aquele que mais se enquadra nos requisitos do segurado, leia-se, de acordo com o orçamento disponível para fazer o seguro do carro.

Para fazer o cálculo, não é preciso sair de casa, pela internet é possível cotar o preço do seguro diretamente nos sites das seguradoras.

Existe uma infinidade de empresas seguradoras no mercado, além de outra infinidade de opções de seguros.

Os pacotes das seguradoras contemplam formas de coberturas que vão desde acidentes de trânsito, roubos e furtos à incêndios, dentre outros sinistros, que podem variar de acordo com o plano escolhido pelo segurado.

Mesmo que você possa fazer uma cotação de seguro pela internet, na hora de assinar o contrato com a seguradora é interessante ter a assessoria de um profissional de seguros, o corretor de seguros.

Ele é um especialista nesse assunto e terá maior facilidade para poder indicar as seguradoras e coberturas que são mais adequadas para o seu caso.


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Author: MundoZ! Carros & Motos
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