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Ben Affleck e Matt Damon desafiam a Netflix com acordo inédito que pode mudar o streaming

Ben Aflek e Matt Damon no filme THE RIP nova produção da Netflix. Imagem: Divulgação.

Ben Affleck e Matt Damon estão novamente no centro das atenções em Hollywood — e não apenas por um novo filme. A dupla fechou um acordo incomum com a Netflix para o longa “The Rip”, introduzindo um modelo de remuneração que quebra um dos principais paradigmas do streaming: a ausência de participação nos resultados.

O contrato prevê que a equipe de produção receba bônus caso o filme tenha um desempenho acima do esperado na plataforma, algo raro no modelo da Netflix, tradicionalmente baseado em pagamentos fixos, sem “back-end” ou participação em audiência.

Por que esse acordo posposto por Ben Affleck e Matt Damon é tão raro?

Desde sua ascensão, a Netflix consolidou um sistema que troca previsibilidade financeira por controle total: produtores e talentos recebem valores fechados, independentemente do sucesso ou fracasso do título. Esse formato sempre foi criticado por atores, diretores e roteiristas, principalmente após o declínio do modelo tradicional de bilheteria e royalties.

Com The Rip, Affleck e Damon conseguiram romper essa lógica, ainda que de forma pontual.

O que está em jogo para a indústria

O acordo vai além de um simples bônus financeiro. Ele levanta questões estratégicas que podem impactar todo o setor:

Novo padrão de negociação: grandes talentos podem passar a exigir participação em métricas de performance. Pressão por transparência, para calcular bônus, métricas internas precisam ser mais claras.

Mudança de incentivos criativos, equipes passam a ter interesse direto no engajamento do público. Concorrência entre plataformas, modelos mais flexíveis podem virar diferencial competitivo.

A filosofia por trás da decisão

A negociação reflete a visão da Artists Equity, produtora fundada por Affleck e Damon com a proposta de distribuir melhor os lucros e reconhecer o valor coletivo das produções. A ideia é simples: se um projeto gera impacto global, esse sucesso deve ser compartilhado.

Esse pensamento vem ganhando força em um momento delicado para os streamings, que enfrentam:

Crescimento mais lento de assinantes
Aumento de custos de produção
Pressão por lucratividade sustentável

O que Ben Affleck e Matt Damon estão fazendo é um teste para o futuro do streaming

Embora não represente ainda uma mudança estrutural na Netflix, o acordo funciona como um projeto-piloto. Se The Rip alcançar números expressivos, o modelo pode se tornar referência para futuras negociações — não apenas na Netflix, mas em todo o mercado.

Para Hollywood, o recado é claro: o jogo está mudando. E, mais uma vez, Ben Affleck e Matt Damon estão tentando redesenhar as regras antes que o sistema se torne definitivo.

Se esse modelo prosperar, o streaming pode entrar em uma nova era — onde sucesso não é apenas audiência, mas também divisão justa de resultados.

O filme "The Rip" (que no Brasil recebe o título de "Dinheiro Suspeito") estreia na Netflix em 16 de janeiro de 2026.

Caio Webber
Author: Caio WebberWebsite: https://bit.ly/3eLkTtK
"Editor do eZoop! e CEO da MarkupEmpresa Sistema de Gestão, sou apaixonado por cinema e pelas oportunidades que as novas tecnologias oferecem. Minha jornada empreendedora é marcada pelo compromisso de criar soluções significativas e acessíveis. Busco constantemente inovação, trabalhando em projetos que visam simplificar processos e melhorar a vida das pessoas."