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Como escolher um fundo de investimento para seu dinheiro render muito mais?

No mercado existem milhares de fundos de investimento, então, como escolher o melhor fundo para fazer seu dinheiro render mais?
Tempo de leitura: 6 minutos
Como escolher um fundo de investimento

Então você já está com o orçamento todo ajustado, já tem tudo planejado, e os recursos já estão disponíveis para fazer as aplicações. E chegou a hora de escolher alguns fundos de investimento, dentre os muito disponíveis no mercado. A grande variedade de opções demonstra o nível de amadurecimento do nosso mercado, mas também cria um certo desafio para os investidores: e isso ocorre porquê se torna bem mais difícil escolher os melhores fundos. 

Então, vamos direto ao ponto: como podemos identificar os melhores fundos para cada fase de investimento?

Fazer a melhor escolha pode ser trabalhoso, mas é possível encontrar o melhor caminho seguindo as orientações do regulador (a Comissão de Valores Mobiliários - CVM), de algumas entidades ligadas a este mercado, além dos especialistas em investimentos.

Antes de começarmos, um coisa importante: 

As dicas a seguir não se aplicam totalmente aos fundos de previdência e aos fundos imobiliários, isso porquê, esses fundos apresentam certas particularidades.


Classes de fundos de investimento, gestão e estratégia de fundos

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) é uma excelente fonte para o investidor encontrar o melhor caminho e conhecer a verdadeira estrutura por trás do mercado de fundos no Brasil.

Os produtos são separados em três níveis distintos: as classes de ativos, o tipo de gestão e a estratégia. Na hora de avaliar um determinado fundo, o investidor deve observar esses três quesitos.

A Anbima age como uma entidade autorreguladora do mercado de fundos aqui no Brasil, aglutinando participantes e desempenhando um trabalho em conjunto com a CVM (o órgão regulador do mercado). Por isso, é uma ótima referência para aqueles que estão em busca de mais informações sobre o mercado brasileiro.


Fundos de investimento: Classes de ativos

1- Renda fixa - são ativos como os títulos públicos e títulos privados (dívidas de empresas);
2- Renda variável - são as ações negociadas na Bolsa de Valores;
3- Fundos Multimercado - uma combinação de ativos de renda fixa, renda variável e moedas;
4- Fundos cambiais - aqueles compostos por moedas estrangeiras.

 

Fundos de investimentos: Tipos de gestão

A gestão dos fundos de investimento pode ser ativa ou passiva, em linhas gerais.

No caso de gestão ativa, o gestor do fundo compra os ativos considerados mais interessantes para obter o retorno pretendido, para compor a carteira do fundo, e na quantidade que julgar suficiente, seguindo as regras que a CVM determina para cada tipo de fundo. Isso quer dizer que o gestor dispõe de alguma liberdade na hora de escolher os papéis para integrar a carteira do fundo.

Já nos fundos de gestão passiva, o gestor se limita a adquirir os ativos que espelhem um determinado benchmark — por exemplo, as mesmas ações negociadas no Ibovespa e em proporções muito parecidas — visando acompanhar o desempenho desse parâmetro. Isso significa que o trabalho de um gestor passivo tem menos flexibilidade.

 

Fundos de investimento: Estratégias

Um fundo de investimento pode ser avaliado segundo a estratégia adotada para alcançar o retorno almejado.

Existe uma grande diversidade de estratégias, que englobam desde a compras de ações de companhias de menor porte, as chamadas small caps, chegando até as sofisticadas operações incluindo derivativos financeiros, além do mercado de opções de ações.


Fundos de investimento operam num mercado de trilhões


O crescimento do mercado de fundos de investimento no Brasil tem demonstrado grande vigor nos últimos anos.

Segundo dados de uma edição recente do Anuário da Indústria de Fundos, editado pelo Centro de Estudos em Finanças da FGV (FGV-CEF), o montante líquido dos fundos aumentou de R$ 5,4 trilhões em 2019 para R$ 6,05 trilhões em 2020, um incremento de 10,7% (uma elevação de 5,9%, quando descontada a inflação medida medida pelo IPCA).

 

No ano passado, mesmo em meio à crise causada pela pandemia, foram criados 3.201 fundos, representando uma alta de 16,6%.


À avaliação de um determinado fundo de investimento, seguindo as subdivisões em classes de ativos, o tipo de gestão e as estratégias empregadas pelo gestor, deve se somar à aptidão do perfil de risco do investidor.


O investidor precisa conhecer muito bem seu perfil de tolerância ao risco, se ele é agressivo, moderado ou ainda, conservador.

E aqui vale uma dica muito importante:

"Rentabilidade passada nunca é garantia de uma boa rentabilidade no futuro."

Isso significa que, não é só porque um determinado fundo de investimento obteve ótimos ganhos em algum período no passado, que esse mesmo fundo conseguirá manter esse desempenho de forma indefinida.
 

Fundos de investimento: Taxas de administração e tributos


Alguns outros quesitos que precisam estar inclusos numa avaliação de fundo de investimento dizem respeito aos custos — principalmente as taxas de administração e aos tributos.


É interessante que o investidor compare da forma mais objetiva possível os fundos, no tocante às taxas de administração de cada um. De nada adianta optar per um determinado fundo baseado apenas naqueles que tem taxas de administração menores, uma vez em que a competência dos gestores pode ser significativamente diferente entre eles.

Por exemplo:

 

"Fundos de gestão ativa exigem muito mais do gestor do que aqueles que somente replicam uma carteira de índice."



A remuneração do trabalho do gestor do fundo, é justamente a taxa de administração. Geralmente, nos prospectos de divulgação de fundos de investimento a rentabilidade já está separada da taxa de administração, rentabilidade líquida.

Outra coisa importante a ser analisada é o tipo de tributação a qual o fundo está sujeito.

A carga tributária varia bastante, dependendo da aplicação, mas existe uma regra geral para fundos de ações: o investidor deve pagar uma alíquota fixa que é de 15%, sobre os rendimentos. Já para outras modalidades, as tabelas de imposto devem ser mostradas no material publicitário de cada fundo.


Obtenha informação com quem faz as regras


Uma ótima fonte de informação sobre fundos de investimento aqui no Brasil é a CVM, o regulador, que disponibiliza um portal de orientações completas para os investidores. Afinal, duas das principais missões da CMV são justamente oferecer proteção e orientações para os investidores.


Todos os fundos de investimento brasileiros são regulamentados pela CVM.

Os agentes responsáveis pelos fundos (gestores, administradores e custodiantes) precisam seguir à risca as determinações e normas da entidade e de tempos em tempos fornecer informações a cerca dos fundos para a CVM.

Algumas dicas para se fazer uma boa seleção de fundos de investimento.

Pesquisa sobre o fundo

Uma ótima iniciativa do investidor é conferir no portal da CVM se o fundo escolhido de fato está registrado e autorizado para funcionar.

Consulta sobre gestor

Outra coisa tão importante quanto a escolha do fundo de investimento, é a seleção do gestor do fundo. Recomenda-se que o investidor faça uma busca sobre o histórico do gestor e sua reputação.

Esse trabalho de pesquisa deve mostrar se aquele gestor, analisando todos os fundos que estão sob sua administração, está tendo ou já teve algum problema com a CVM. Ocorre de alguns gestores não apresentarem à CVM as informações exigidas dentro do prazo legal.

Essa não é exatamente uma infração que possa resultar em alguma punição mais grave, como uma suspensão, por exemplo, mas pode ser um indício de que o gestor não é tão cuidadoso no trato com o dinheiro dos investidores do fundo (cotistas).

Conhecer o gestor de um fundo é ponto de partida para se fazer uma boa escolha, uma vez que é este profissional que deverá implementar as políticas e estratégias de investimentos do fundo.

Liquidez do fundo

Para se fazer uma boa escolha de fundo de investimento, a atenção à liquidez é mportantíssima, além do se certificar sobre o período mínimo no qual o dinheiro investido deve permanecer aplicado, sem a possibilidade de resgate.

Investir em fundos com pouca liquides normalmente pode até oferecer rentabilidades maiores, porém o investidor precisa ter a certeza de que não vai necessitar dos valores antes de um determinado intervalo de tempo. Ao escolher esses fundos, ele precisa ter feito uma boa avaliação, porque não há como alterar esse prazo.

 

 

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Author: MundoZ! Dinheiro
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