Os 10 melhores filmes de Leonardo DiCaprio - Era Uma Vez em… Hollywood
- MundoZ! Cinema
- Atualizado em: Segunda, 09 Fevereiro 2026 13:43
- Publicado: Domingo, 08 Fevereiro 2026 19:36
- Views: 36
Índice de Artigos
6- Era Uma Vez em… Hollywood (2019) - Nostalgia + Tarantino + elenco estrelado = caixa forte no mundo todo. Em Era Uma Vez em… Hollywood, Leonardo DiCaprio não interpreta um herói, um vilão ou um símbolo de excessos. Ele interpreta algo mais íntimo e incômodo: um ator em declínio, consciente de que o mundo ao seu redor está mudando rápido demais. Dirigido por Quentin Tarantino, o filme funciona tanto como uma carta de amor ao cinema quanto como uma reflexão amarga sobre tempo, relevância e identidade.

Era Uma Vez em… Hollywood, quando Leonardo DiCaprio interpreta o medo de ficar para trás
Ambientado em 1969, o longa acompanha Rick Dalton, um astro da televisão que já teve seus dias de glória, mas agora vê sua carreira escorrer pelos dedos à medida que Hollywood passa por uma transformação cultural profunda. DiCaprio constrói Rick como um homem frágil, inseguro, dependente de validação e aterrorizado pela possibilidade de se tornar irrelevante. É uma atuação menos explosiva do que em O Lobo de Wall Street, mas muito mais vulnerável.
O orçamento do filme girou em torno de US$ 90 milhões, valor significativo, mas relativamente contido considerando a reconstituição histórica minuciosa de Los Angeles no final dos anos 1960. Tarantino insistiu em cenários reais, figurinos autênticos, carros de época e até letreiros reconstruídos para capturar a atmosfera de uma cidade à beira de uma ruptura cultural. O investimento rendeu frutos: a arrecadação mundial ultrapassou US$ 370 milhões, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da carreira do diretor.
A recepção da crítica foi extremamente positiva. Muitos elogiaram o tom contemplativo do filme, a direção precisa de Tarantino e, especialmente, a atuação de DiCaprio, vista como uma das mais humanas de sua trajetória. O longa recebeu dez indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, e venceu duas estatuetas, entre elas a de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. Embora DiCaprio não tenha vencido, sua performance foi amplamente reconhecida como essencial para o equilíbrio emocional da narrativa.
Filmagens feitas em locais históricos reais, restaurados temporariamente
As filmagens ocorreram quase inteiramente em Los Angeles, com destaque para bairros icônicos como Hollywood Hills, Burbank e áreas próximas à Sunset Boulevard. Tarantino fez questão de filmar em locais históricos reais, muitos deles restaurados temporariamente para se parecerem com suas versões de 1969. Essa escolha dá ao filme um caráter quase documental, reforçando a sensação de nostalgia e despedida.
Nos bastidores, Era Uma Vez em… Hollywood também revelou uma relação criativa amadurecida entre DiCaprio e Tarantino. O ator trabalhou intensamente na construção psicológica de Rick Dalton, explorando crises de ansiedade, ataques de insegurança e até o alcoolismo funcional do personagem. A famosa cena do trailer, em que Rick se perde emocionalmente após errar falas em um set de filmagem, é considerada por muitos críticos como uma das melhores atuações da carreira de DiCaprio — justamente por sua crueza e identificação universal.
Outro detalhe curioso é que o filme brinca deliberadamente com a linha entre realidade e ficção. Embora dialogue com eventos reais e figuras históricas, Tarantino opta por reescrever o destino de alguns personagens, criando uma espécie de “final alternativo” para a história de Hollywood. DiCaprio, como Rick Dalton, torna-se uma representação simbólica de todos os atores que foram deixados para trás pelas mudanças da indústria — e, ao mesmo tempo, um tributo àqueles que sobreviveram a elas.
Com o tempo, Era Uma Vez em… Hollywood passou a ser visto como um filme sobre memória, perda e sobrevivência artística. Para DiCaprio, é um trabalho que fecha um ciclo: depois de anos interpretando figuras maiores do que a vida, ele aceita ser pequeno, falho e assustado.
Se O Regresso foi sobre vencer a natureza, aqui o conflito é outro — vencer o tempo.